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PF investiga aplicação de R$ 400 milhões da Amprev no Banco Master no Amapá

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A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (6), a Operação Zona Cinzenta, com o objetivo de investigar possíveis irregularidades em investimentos realizados pela Amapá Previdência (Amprev), órgão responsável pelo Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Amapá (RPPS/AP). O foco da apuração são aplicações milionárias feitas em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master, instituição que teve a liquidação decretada pelo Banco Central.

De acordo com a PF, cerca de R$ 400 milhões teriam sido investidos pela Amprev em ativos do banco antes da sua intervenção. No âmbito da operação, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em Macapá, autorizados pela Justiça Federal. Os agentes recolheram documentos, equipamentos eletrônicos e registros internos que podem esclarecer as circunstâncias em que as aplicações foram aprovadas e executadas.

Entre os alvos da investigação estão o diretor-presidente da Amprev e membros do comitê de investimentos da autarquia, responsáveis pelas decisões relacionadas aos aportes. A Polícia Federal apura possíveis falhas de governança, indícios de gestão temerária e eventuais irregularidades na administração de recursos públicos.

As Letras Financeiras do Banco Master passaram a ser alvo de atenção das autoridades após a crise enfrentada pela instituição. Diferentemente de outros produtos financeiros, esse tipo de título não possui cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o que aumenta significativamente o risco de prejuízos em casos de insolvência do emissor.

O caso envolvendo a previdência do Amapá ocorre em meio a um contexto mais amplo de investigações que atingem regimes próprios de previdência de outros estados, que também teriam aplicado recursos em ativos do banco antes de sua liquidação.

Segundo a Polícia Federal, a investigação ainda está em fase inicial e deve avançar a partir da análise do material apreendido e da coleta de novos elementos. A apuração busca verificar se os investimentos obedeceram aos princípios de prudência, legalidade e transparência, além de identificar a possível ocorrência de crimes contra a administração pública ou contra o sistema financeiro nacional.

Até a publicação desta matéria, a Amprev e os investigados não haviam se manifestado oficialmente sobre a operação.

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